Os clientes do e-commerce do Walmart têm encontrado avisos frequentes de itens em falta. Problemas com frete estão no centro do problema. Confira

Tem aumentado o número de consumidores que não encontram itens para compra no site do Walmart. Um relatório da Walmart Inc. sugere que mudanças operacionais da varejista, que visam reduzir o custo para a empresa, têm aumentado substancialmente o custo dos fretes nos Estados Unidos para seus consumidores.

Segundo o The Wall Street Journal, os clientes on-line do Walmart naquele país estão com dificuldades para encomendar alguns itens por conta do custo do frete, mas também por conta do tamanho de alguns itens ou mesmo pelo volume dos pedidos.

Ravi Jariwala, porta-voz do e-commerce do Walmart, disse, em matéria do portal Retail Dive, que o Walmart está apostando num sistema de atendimento ampliado que contempla encaminhar o consumidor a centros de atendimentos, aproveitando toda a estrutura física da rede, para reduzir custos. Segundo Jariwala, a ideia é limitar as entregas de pedidos volumosos em encaminhá-los para o sistema clique e retire.

Amazon também sofre

A gigante do varejo eletrônico também tem encontrado dificuldades para segurar os custos com entregas. Com as novas soluções de frete, que visam reduzir para menos de uma hora o prazo para a entrega das compras on-line, os custos da Amazon com envio dos produtos subiram 31% no último trimestre na comparação com o mesmo período de 2017, segundo relatório da empresa.

A gastança não foi pontual. Segundo o Retail Dive, nos últimos cinco trimestres, os custos com entrega subiram 30% em média. O CFO da Amazon, Brian Olsavsky, defendeu o recente aumento do preço de adesão ao Amazon Prime (sistema de entregas da varejista) de 99 dólares para 119. Ele afirma que os custos para entrega na chamada “última milha” nunca foram tão altos.

Segundo análise do Retail Dive, a Amazon consegue se virar diante do aumento de custos por conta do serviço em nuvem (AWS) e receitas crescentes de publicidade em suas plataformas, algo que o Walmart não possui, com seus mais de 50 anos de história. O Walmart sempre apostou na sua cadeia de suprimentos e número de lojas para crescer e foi surpreendida pelo fato de que já não pode contar tanto com a “mão-de-obra” do próprio consumidor de ser o “entregador” nessa última milha. Já não é mais tão natural para o cliente buscar o produto na gôndola.

Apesar das dificuldades, o Walmart tem se movimentado. A empresa reformulou um projeto piloto no qual os funcionários da loja são deslocados para fazer entrega. Além disso, tem expandido seu sistema de pontos de coleta nas lojas, algo que ajuda a acelerar a entrega dos produtos, mas não o fato de que o consumidor ainda terá que sair do conforto do seu lar.

 

Escrito Por: Raphael Coraccini
Fonte: Novarejo
Walmart sofre com aumento de itens não disponíveis em seu e-commerce

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