Silvio Romero Plaza: de Shopping para centro comercial

 

O Silvio Romero Plaza – inicialmente chamado de Shopping Silvio Romero – nasceu no Tatuapé, próximo a praça famosa de mesmo nome com um conceito bem legal. A ideia de um Shopping pequeno de dois pavimentos, duas salas de cinemas e uma torre comercial era bem agradável e reunia um mix bem interessante com boas marcas. O problema é que embora tenha nascido com sucesso, alguns anos depois recebeu concorrência de peso: o Shopping Tatuapé e daí começou a decadência.

Para piorar o cenário para o Silvio Romero, surgiu o projeto do Anália Franco, ou seja, um gigante mais popular de um lado e outro num posicionamento superior de outro lado. Na ocasião fomos contratados (nessa ocasião agindo como empreendedores da Gerccom) para buscar uma solução para o empreendimento.

Lembro que na semana que assumimos a gestão do Shopping, a única operação de peso que sobrara fechou. Tínhamos agora apenas o Mc Donald’s! Eu e meu sócio quebramos muito a cabeça, mas concluímos que não adiantava tentar “degladiar” com estes shoppings que foram construídos ao redor – até porque não tínhamos terreno para ampliar nem nada. Foi ai que decidimos que a alternativa seria sair do foco de Shopping e passar a tratá-lo como um centro comercial com vocação para serviços.

Nosso primeiro passo foi convencer os empreendedores que não adiantava ficar trocando toda hora de lojistas que se arriscavam por encontrar lojas já montadas e tentarem se aventurar, porque ficaria um eterno entre e sai de loja e não chegaríamos a lugar algum. Eles concordaram e partimos para o reposicionamento. Foi tirado o Shopping do nome e virou Silvio Romero Plaza e fomos a busca de operações de serviços (já tínhamos um banco) e meu sócio conseguiu um bom contato na época com uma universidade que para abrigá-la houve a necessidade dos empreendedores investirem na criação de mais um pavimento no Shopping passando a ter três andares.

A configuração ficou com duas salas de teatro (no lugar dos cinemas); um colégio no andar inferior; o térreo com bancos, lojas de serviços e alimentação; um espaço entre o centro comercial e a torre para um grande laboratório; e o andar superior com a universidade.

O bacana desse trabalho foi o fato de embora nosso DNA fosse de Shopping, conseguimos rapidamente entender que teríamos que desconstruir o caminho para a busca de uma solução, ou seja, a mente tem que estar aberta para novas soluções.

Por: Edilson Mota de Oliveira

Silvio Romero
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