Edilson Mota de Oliveira
Edilson Mota de Oliveira

Existem diversos investidores de olho no Brasil. Seja pela Copa e pelas Olimpíadas, agora o mercado está ainda mais aquecido para investidores. Contudo, o varejo atacadista de Shopping Center está recebendo investimentos há anos e gerando interesse do mercado internacional em nosso país. Contudo, o momento é de cautela. – Edilson Mota de Oliveira

Por muitos anos o mercado de Shopping Center esteve “na mão” de empreendedores que vieram do Varejo, além de super-mercadistas e também da construção civil. Há cerca de 20 anos, era comum um Shopping demorar mais de cinco anos para amadurecer e tornar-se um sucesso. Alguns demoravam até dez anos. Tudo isso devido as altas taxas de desemprego e crescimento das taxas tributárias. Mas, atualmente, a realidade é outra.

Nos últimos cinco anos, devido a “guinada” que o Brasil deu em sua economia, o Shopping Center tornou-se uma realidade mais atrativa no mercado nacional. Essas formas de investimentos chamaram a atenção dos “players de mercado” (empresários que especulam o mercado e investem na melhor forma de custo e benefício). Com isso, o mercado sofreu uma reviravolta.

Os Shoppings tornaram-se um investimento seguro no mercado brasileiro. Por isso, empresas estrangeiras se associaram a empresas nacionais e dominaram o mercado. Com essa parceria, eles determinaram novas criações e restaurações de Shoppings – alguns que tive o prazer de participar.

Contudo, em alguns casos, o crescimento não foi acompanhado com o planejamento, o que é uma armadilha para qualquer negócio. E, no ramo do Shopping, uma arma fatal. Alguns casos que acompanhamos nos últimos anos demonstram total falta de preparo e respeito as peculiaridades do mercado – e até mesmo imprudência com o dinheiro de investidores. Em virtude destes problemas, algumas empresas internacionais se aproveitaram do mercado e se gladiaram no mercado financeiro em uma espécie de leilão em tempo real. Quem dava o melhor lance, garantia a compra mas, nem sempre, a TIR (Taxa Interna de Retorno) apresentada nos estudos pelas empresas tornar-se-iam metas alcançáveis, o que era um verdadeiro problema ao mercado interno.

Mas não foram apenas empresas tendenciosas que aproveitaram-se do mercado para uma margem estratégica de exploração. Cidades como Limeira e Sorocaba são exemplos de Shoppings que derivaram deste mercado e continuam em ascensão no mercado, de forma correta e transparente.

Atualmente, a economia está estabilizada, mas ainda é necessário cautela e análise prévia do mercado e condições de negócio – além de planejamento estratégico – para que o mínimo de gente se machuque com essa história.

 

O avanço do Shopping Center no Brasil
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